A inteligência artificial costuma ser vendida como algo abstrato, mas ela depende de uma infraestrutura física gigantesca que consome os recursos do planeta.
Para pautar esse cenário no debate internacional, o LAPIN, o IDEC e o Instituto Latino-Americano de Terraformación enviaram uma contribuição conjunta em resposta à chamada da Relatoria Especial da ONU sobre Mudanças Climáticas e Direitos Humanos.
No documento, foram apresentados dados reais sobre como a expansão desordenada de data centers na América Latina ameaça os direitos à água, à energia e a integridade de territórios tradicionais.
A IA é material, territorial e tem um custo físico altíssimo. Sem limites rígidos e sem o protagonismo das comunidades afetadas nas decisões, não há transição digital justa.
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